Passeava pela praça, quando avistei
uma maleta encostada numa árvore. Pendurada com um fio dourado havia uma
etiqueta com a seguinte palavra: “realizações”. Era uma bela maleta, porém, não
possuía abertura alguma. Em sua parte inferior, estavam grafadas as seguintes
palavras: desejar = realizar. Fiquei curiosa para abrir e descobrir o que havia
ali dentro. Pensei em levar para casa, tentar serrar, bater ou procurar outra forma
qualquer de abrir a maleta; entretanto, fiquei ali sentada no banco da praça
com a maleta nas mãos. Aquele pequena maleta me fez pensar: dentre os vários
desejos que tenho, quais são os que se atrevem a ocupar o topo da lista? Pensei
em tantas coisas – algumas grandes, outras pequeninas; umas supérfluas, outras
necessárias. Imaginei coisas que talvez só existam na minha mente. – Divaguei!
Perdi a noção das horas. Não sei quanto tempo ao certo, fiquei ali sentada
perdida em devaneios. Quando dei por mim, já havia escurecido e para minha
surpresa: a maleta já não estava mais lá! Não sei o que aconteceu com ela, nem
ao menos sei se ela esteve lá. Voltei para casa e até agora, uma dúvida insiste
em martelar minha cabeça: eu estive mesmo com aquela maleta nas mãos, ou apenas
adormeci, enquanto sentei para descansar no banco da praça?
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