quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A maleta das realizações


Passeava pela praça, quando avistei uma maleta encostada numa árvore. Pendurada com um fio dourado havia uma etiqueta com a seguinte palavra: “realizações”. Era uma bela maleta, porém, não possuía abertura alguma. Em sua parte inferior, estavam grafadas as seguintes palavras: desejar = realizar. Fiquei curiosa para abrir e descobrir o que havia ali dentro. Pensei em levar para casa, tentar serrar, bater ou procurar outra forma qualquer de abrir a maleta; entretanto, fiquei ali sentada no banco da praça com a maleta nas mãos. Aquele pequena maleta me fez pensar: dentre os vários desejos que tenho, quais são os que se atrevem a ocupar o topo da lista? Pensei em tantas coisas – algumas grandes, outras pequeninas; umas supérfluas, outras necessárias. Imaginei coisas que talvez só existam na minha mente. – Divaguei! Perdi a noção das horas. Não sei quanto tempo ao certo, fiquei ali sentada perdida em devaneios. Quando dei por mim, já havia escurecido e para minha surpresa: a maleta já não estava mais lá! Não sei o que aconteceu com ela, nem ao menos sei se ela esteve lá. Voltei para casa e até agora, uma dúvida insiste em martelar minha cabeça: eu estive mesmo com aquela maleta nas mãos, ou apenas adormeci, enquanto sentei para descansar no banco da praça?

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