Solitude
"Não quero saber se não me queres, porque eu sou tua agora"
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Hoje, apenas hoje
Estou tomando um drink por você, porque amanhã nada será igual. E o teu sorriso passará a fazer parte da lembrança de um sonho bom.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Pessoas
É tanta cobrança que chega a sufocar. Eu costumo dizer quem
eu realmente sou, mas as pessoas parecem não gostar muito da minha resposta e
criam uma fantasia a meu respeito. Não sou legal como a personagem que criaram,
tenho inúmeros defeitos e um deles é não gostar de companhia todo o tempo.
Preciso conservar espaço e tempo só para mim. Não curto amizades grudentas,
pois enjoo fácil das pessoas. Adoro meus amigos, mas preciso sentir saudades de
vez em quando. É complicado aceitar o defeito dos outros, entretanto, apenas
isso não é suficiente para que as pessoas mudem. Posso melhorar algumas coisas
em mim, mas não o fato de repugnar indivíduos que me deixam sem espaço. Isso é
algo que me deixa extremamente irritada. Todo amigo é bom, desde que se doe em
pequenas doses.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Tempo
Ontem, eu me perdi...
E me encontrei num cigarro. Senti vontade de escrever. Algumas
lembranças me fizeram sentir saudades. Olhei-me no espelho por um instante e
percebi que estou diferente. Algo dentro de mim mudou e embora ninguém pudesse notar, isto estava tão claro na imagem refletida no espelho. Pensei em
alguém com carinho. Talvez o amor exista e seja diferente do estereótipo que as
pessoas criaram. Palavras e ações tem o poder de afastar as pessoas, mas não os
sentimentos. De tanto insistir em algo, você acaba ficando mais forte. As coisas
nem sempre saem do jeito que queremos, mas nem sempre o que queremos é o
melhor.
Meu erro
Você sempre exigiu sinceridade.
Em qualquer oportunidade tornava a dizer sobre a importância de dizer a
verdade. Sempre questionou ou duvidou das minhas palavras. Esperou que eu
jamais mentisse para você. Mas, tudo isso era algo seu. Eu nunca te prometi
nada. Em momento algum fiz qualquer tipo de juramento que me impedisse de
mentir. Eu não estava lá porque havia jurado não mentir. Estava porque eu
queria estar. Apesar de não dizer a verdade eu me divertia. É claro que eu fui
sincero inúmeras vezes, mas não todo o tempo. Foi a sua expectativa que
destruiu com você. Não me culpe pelo fracasso. Isso tudo foi consequência das
tuas fantasias. Se eu inventei lugares ou pessoas, se criei varias situações
para um mesmo acontecimento e você se chateou, o problema não é meu. Se alguém
te dá duas versões do mesmo acontecimento, você tem que duvidar de alguma
coisa. Eu menti e você fingiu acreditar, não pode me cobrar nada agora.
A maleta das realizações
Passeava pela praça, quando avistei
uma maleta encostada numa árvore. Pendurada com um fio dourado havia uma
etiqueta com a seguinte palavra: “realizações”. Era uma bela maleta, porém, não
possuía abertura alguma. Em sua parte inferior, estavam grafadas as seguintes
palavras: desejar = realizar. Fiquei curiosa para abrir e descobrir o que havia
ali dentro. Pensei em levar para casa, tentar serrar, bater ou procurar outra forma
qualquer de abrir a maleta; entretanto, fiquei ali sentada no banco da praça
com a maleta nas mãos. Aquele pequena maleta me fez pensar: dentre os vários
desejos que tenho, quais são os que se atrevem a ocupar o topo da lista? Pensei
em tantas coisas – algumas grandes, outras pequeninas; umas supérfluas, outras
necessárias. Imaginei coisas que talvez só existam na minha mente. – Divaguei!
Perdi a noção das horas. Não sei quanto tempo ao certo, fiquei ali sentada
perdida em devaneios. Quando dei por mim, já havia escurecido e para minha
surpresa: a maleta já não estava mais lá! Não sei o que aconteceu com ela, nem
ao menos sei se ela esteve lá. Voltei para casa e até agora, uma dúvida insiste
em martelar minha cabeça: eu estive mesmo com aquela maleta nas mãos, ou apenas
adormeci, enquanto sentei para descansar no banco da praça?
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Ao que ficou para trás
Estive, durante um longo tempo, caminhando pelas mesmas
ruas, percorrendo o mesmo caminho, dando voltas sem chegar a lugar algum. De
quando em vez, eu sorria com algo que via. Passei a maior parte do tempo
esperando pelo momento em que, pelo mesmo motivo, eu voltaria a sorrir. Após
dura caminhada, ocorreu-me que a estrada para chegar àquele pequeno instante de
felicidade era árdua e cansativa e a recompensa era visivelmente
insignificante. Passei então a prestar atenção nos sons que repetidamente eu
havia ouvido sem antes dar muita importância, foi então que me distraí e sem
perceber fui mudando minha rota e me libertando de todo o ninho. De repente
tudo parece tão simples: estive presa a um lugar do qual eu não pertencia,
lutei para me manter lá e agora, depois de longo e desnecessário percurso, reencontrei meu caminho.
Bastaria que eu tivesse sorrido uma única vez... Tudo que
veio depois foi inútil.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Singularidade
Entre
um gole e um cigarro, a conversa foi fluindo... A noite estava gostosa e nós
tínhamos tempo. Entre um assunto e outro, resolvemos nos dar um pouco mais de
liberdade. Sem julgamento e sem timidez, aos poucos, fomos nos soltando.
Falávamos o que vinha à nossa mente sem qualquer resquício de medo. Embalados
na conversa, no cigarro e na bebida, acabamos por ficar altos e, usando isso
como justificativa, abrimos nossos mais íntimos segredos. Nunca havíamos ido
tão longe. Nossa sintonia, sem dúvida, é algo único e inexplicável.
...
É estranho, mas sinto como se algo tivesse sido quebrado.
...
É estranho, mas sinto como se algo tivesse sido quebrado.
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